Boletim do Economista

Esta edição integra o Boletim do Economista | ISSN 3085-9670 (online) 

Nesta edição Vol. 4, No. 4 (out/dez. 2025), os leitores encontrarão análises sobre gestão estratégica de riscos e oportunidades para os economistas, impactos do reajuste do ICMS sobre combustíveis em 2026, estratégias econômicas entre compra ou aluguel de imóveis, cenário da agricultura familiar no município de Jardim-Ce, nicho de mercado para as assessorias financeiras. O Painel de Dados da presente edição do Boletim apresenta o estudo Panorama Fiscal do Estado do Ceará sob a ótica das Receitas. A Nota Técnica 01/25 do Corecon-Ce analisa o impacto econômico e social das festas municipais de grande porte no Ceará: o caso de Ocara.

 

– NOTA TÉCNICA Nº 01/2025 – CORECON-CE. Impacto Econômico e Social das Festas Municipais de Grande Porte no Ceará: O Caso de Ocara – Eldair Melo, Wandemberg Almeida

–  Panorama Fiscal do Estado do Ceará – Receitas – Jaime de Jesus Filho

– Gestão Estratégica de Riscos: Oportunidades e Desafios para o Economista – Mauricio Rodrigues

Decisão Patrimonial Versus Flexibilidade Financeira: Uma Análise Estratégica na Escolha por Compra ou Aluguel de Imóveis no Contexto Econômico Atual – Rodrigo Stefe

– O Município de Jardim/Ce em Destaque – Francisco Ribeiro de Souza, Francisco Roberto Dias de Freitas, Anderson Alcantara Medeiros

– Percepções sobre o Custo da Negligência Patrimonial de Profissionais Liberais e o Nicho de Mercado Inexplorado para Assessorias Financeiras – Pedro Felipe Pinheiro Brito

– Reajuste de ICMS em 2026: Impactos, Críticas e Alternativas – Eldair Melo

 

Eldair Melo, Wandemberg Almeida, “NOTA TÉCNICA Nº 01/2025 – CORECON-CE. Impacto Econômico e Social das Festas Municipais de Grande Porte no Ceará: O Caso de Ocara”, analisa o impacto econômico e social das festas municipais  demonstrando, sob a ótica técnico-econômica, que tais eventos produzem resultados positivos e multiplicadores expressivos na economia local, desde que planejados e executados com transparência e responsabilidade fiscal. O estudo sublinha que as festas municipais constituem política pública legítima de desenvolvimento local e regional, devendo ser tratadas como investimentos e não apenas como despesas culturais. Os efeitos econômicos diretos e indiretos sobre comércio, turismo, serviços e arrecadação superam o valor investido, especialmente quando há planejamento integrado e parcerias com o setor privado. Recomenda-se a instituição de um plano municipal de economia criativa e turismo de eventos, articulado com o Governo do Estado e entidades empresariais.

Jaime de Jesus Filho, “Panorama Fiscal do Estado do Ceará – Receitas”, analisa a evolução das receitas do estado do Ceará no período 2023-2025. Os dados do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) revelam que a receita estadual evoluiu para um novo patamar elevado, impulsionado pelo desempenho das bases tributárias e das transferências apresentando sinais de estabilização no início de 2025. O Painel apresenta a evolução das Receitas Correntes e das Receitas de Capital. No Ceará, historicamente, a Receita Corrente está sempre acima de 90% da Receita Total. O estudo examina o comportamento dos principais componentes da Receita Corrente: Receita Própria (impostos + taxas + contribuições de melhoria) e Transferências Correntes. Os impostos representam a maior parte da Receita Corrente, 55% a 65% do total ao longo do período. Observa-se também que o ganho total de arrecadação verificado entre 2024 e o início de 2025 está mais associado à recomposição tributária do que a aumentos permanentes de transferências, reforçando a importância da retomada da base do ICMS para manter um crescimento sustentável das receitas estaduais.

Mauricio Rodrigues, “Gestão Estratégica de Riscos: Oportunidades e Desafios para o Economista”, assinala que a gestão estratégica de riscos corporativos tornou-se um dos pilares essenciais para a sustentabilidade e a competitividade das organizações no século XXI. O autor explora os conceitos, práticas e desafios contemporâneos da gestão de riscos enfatizando o papel do economista como agente estratégico na identificação, avaliação e mitigação de riscos, com ênfase especial nos riscos ESG (ambientais, sociais e de governança) e cibernéticos. O texto discute as competências necessárias, as oportunidades emergentes e os obstáculos institucionais e culturais enfrentados por esses profissionais.

Rodrigo Stefe, “Decisão Patrimonial Versus Flexibilidade Financeira: Uma Análise Estratégica na Escolha por Compra ou Aluguel de Imóveis no Contexto Econômico Atual”, salienta que a educação financeira é cada mais relevante nas escolhas dos agentes econômicos. A decisão entre a compra e o aluguel de um imóvel torna-se estratégica e complexa com a aplicação do capital poupado em investimentos que transcende à mera preferência pessoal. Ao examinar as vantagens e desvantagens o autor avalia que comprar um imóvel é mais vantajoso para quem busca estabilidade e segurança patrimonial a longo prazo, enquanto alugar e investir se apresenta como a melhor opção para aqueles que priorizam liquidez, flexibilidade e um maior crescimento de patrimônio via mercado financeiro. Ambas as decisões demandam um planejamento orçamentário rigoroso e a simulação de cenários para evitar que a moradia se torne um peso financeiro.

Francisco Ribeiro de Souza, Francisco Roberto Dias de Freitas, Anderson Alcantara Medeiros, “O Município de Jardim/Ce em Destaque”, apresenta o cenário da agricultura familiar e o seu relacionamento com a Declaração de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (PRONAF) e o Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) no município de Jardim/CE. A agricultura familiar de maneira geral funciona como uma atividade econômica social de especial relevância para com os pequenos produtores. No município em foco, a renda da agricultura familiar promove um suporte aos pequenos produtores, não sendo suficiente para a subsistência da família. Com isso, as famílias ainda possuem grande dependência de benefícios sociais, predominando o Bolsa Família, aliado a migração sazonal que tem impacto direto na renda das mesmas. Os programas sociais são relevantes ao cumprir sua função social no combate a vulnerabilidade socioeconômica do público atingido, isto é, a pobreza e a insegurança alimentar.

Pedro Felipe Pinheiro Brito, “Percepções sobre o Custo da Negligência Patrimonial de Profissionais Liberais e o Nicho de Mercado Inexplorado para Assessorias Financeiras”, aponta que a rotina financeira de um profissional liberal em seu trabalho pode envolver questões básicas como atenção ao fluxo de caixa, tributação, uso de plataformas de gestão e demais situações que demonstram claramente que existe um vácuo de mercado a ser explorado por assessorias financeiras. Os segmentos podem variar, sendo de BPO financeiro, assessoria de investimentos, consultoria patrimonial, assessoria contábil e ainda outros segmentos que podem vir a ser explorados. Portanto, a negligência patrimonial e da organização financeira se apresenta como oportunidade de negócio.

Eldair Melo, “Reajuste de ICMS em 2026: Impactos, Críticas e Alternativas”, sublinha que o aumento do ICMS sobre a gasolina, diesel e gás de cozinha, previsto para janeiro de 2026, evidencia um dilema: ao mesmo tempo fortalece a capacidade fiscal dos Estados, fragiliza o poder de compra das famílias e aumenta os custos operacionais das empresas, revelando uma dependência estrutural do Estado em relação a tributação sobre consumo, o que perpetua desigualdades sociais e regionais. O autor assinala que embora essa política a curto prazo possa gerar alívio para os cofres públicos, a médio e longo prazo, tende a aumentar o custo de vida, reduzir competitividade das empresas e ampliar pressões inflacionárias. O texto apresenta três cenários possíveis e considera o cenário extremo como o mais provável, bastando uma combinação adversa de choques externos, como aumento do preço do petróleo e desvalorização cambial para que os custos internos se elevem em proporções ainda maiores.

Ricardo Eleutério Rocha, Conselheiro e Coordenador do Boletim do Economista

Desirée Custódio Mota, Conselheira e Presidente da Comissão de Educação do Corecon-Ce

José Wandemberg Rodrigues Almeida, Conselheiro e Presidente do Corecon-Ce

2025 – Perspectivas Econômicas: Reflexões e Análises Multidisciplinares

Eldair Melo, Wandemberg Almeida

Jaime de Jesus Filho

Mauricio Rodrigues

Rodrigo Stefe

Francisco Ribeiro de Souza, Francisco Roberto Dias de Freitas, Anderson Alcantara Medeiros

Pedro Felipe Pinheiro Brito

Eldair Melo

Expediente – Vol. 4, No 4 (out/dez. 2025)

Comissão Editorial: Desirée Custódio Mota, José Wandemberg Rodrigues Almeida, Ricardo Eleutério Rocha, Eldair Melo Mesquita Filho, Thiago Costa Holanda, Ricardo Aquino Coimbra, Lauro Chaves Neto, Francisco Roberto Dias de Freitas.

Organizadores: Ricardo Eleutério Rocha (Coordenador), Desirée Custódio Mota.

Revisão e curadoria editorial: Heliana Querino

Diagramação e suporte técnico: Luana Pitombeira

Capa e diagramação: Francisco Carlos Henrique de Oliveira Leite

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