Boletim do Economista

Esta edição integra o Boletim do Economista | ISSN 3085-9670 (online) 

Nesta edição Vol. 4, No 3 (jul/set. 2025), os leitores encontrarão análises sobre transição energética e teoria da complexidade, expansão digital e educação financeira, estabilidade em tempos de incerteza, o programa crediamigo e os impactos dos reajustes do ICMS. A presente edição inaugura uma nova seção do Boletim, o Painel de Dados, com o trabalho Panorama Fiscal dos Municípios Cearenses.

– O Desafio da Transição Energética sob a Perspectiva da Teoria da Complexidade Econômica – Thiago Holanda

– Expansão digital e educação financeira: avanços e desafios no acesso ao mercado financeiro brasileiro – Felipe Bezerra dos Santos

– Reflexões sobre estabilidade em tempos de incerteza – Francisco Rabelo

– Análise do Programa Crediamigo – Samires Figueredo de Menezes, Francisco Roberto Dias de Freitas, Patrícia de Monte dos Santos Oliveira

– Impactos do Reajuste do ICMS sobre combustíveis em 2026: Cenários, Probabilidades e Crítica à Política Fiscal – Eldair Melo

– Painel de Dados – Panorama Fiscal dos Municípios Cearenses – Pedro Rafael Lopes Fernandes, Anderson Bezerra

Thiago Holanda, “O Desafio da Transição Energética sob a Perspectiva da Teoria da Complexidade Econômica”, analisa a transição energética a partir da perspectiva da Teoria da Complexidade Econômica (TCE). Economias mais complexas estão melhor preparadas para liderar essa transição. A TCE, ao considerar a estrutura produtiva e o conhecimento incorporado nas atividades econômicas, permite avaliar a capacidade de adaptação dos países a tecnologias limpas e inovadoras, como o hidrogênio verde. O artigo examina também as oportunidades e limitações do Brasil e do Ceará para se posicionarem como protagonistas na economia do hidrogênio. Vale salientar que o autor aprofunda as ideias apresentadas no artigo em livro recentemente lançado com dois coautores intitulado “Transição Energética e Justiça Climática: Rumo a um Futuro Sustentável.

Felipe Bezerra dos Santos, “Expansão digital e educação financeira: avanços e desafios no acesso ao mercado financeiro brasileiro”, revela que a consolidação da infraestrutura digital no país nas últimas duas décadas permitiu que mais pessoas acessassem informações financeiras e que os canais digitais de investimento se popularizassem. A educação financeira passa então a ganhar novo relevo na medida em que as pesquisas revelam que a maioria dos brasileiros tem pouca compreensão de finanças e que a internet e as redes sociais constituem as principais fontes de informações para as decisões financeiras. Fundamentado em pesquisas e estudos, o artigo revela a importância da educação financeira aliada a inclusão digital e a diversidade de produtos como fundamentais para se alcançar uma verdadeira democratização do mercado financeiro no país.

Francisco Rabelo, “Reflexões sobre estabilidade em tempos de incerteza”, reconhece que nos últimos anos ocorreu uma significativa evolução nas teorias de risco, salientando que a extrema confiança nos modelos produziu consideráveis perdas em crises passadas. O artigo salienta que a nova realidade que se apresenta revela um novo mundo de mudanças rápidas e difíceis de prever, o mundo VUCA (volatile, uncertain, complex and ambiguous) e um mundo BANI (brittle, anxious, non-linear and incomprehensible) com fragilidade, ansiedade, não-linearidade e incompreensibilidade do cenário atual, um modelo mais recente. Enquanto o VUCA apresentava um cenário de mudanças contantes, o BANI espelha a fragilidade e os impactos psicológicos de crises imprevisíveis e o avanço tecnológico desenfreado que afeta corporações, cadeias globais de valor e o setor financeiro.

Samires Figueredo de Menezes, Francisco Roberto Dias de Freitas, Patrícia de Monte dos Santos Oliveira, “Análise do Programa Crediamigo”, informa, inicialmente, que o Programa Crediamigo lançado pelo Banco do Nordeste em 1988 se apresenta como o maior programa de microcrédito produtivo e orientado da América do Sul, ampliando o acesso ao financiamento para milhares de empreendedores formais e informais da economia regional. O estudo analisa o perfil socioeconômico dos beneficiários do programa entre os anos de 2016 a 2019, observando a evolução dos indicadores e os efeitos na inclusão produtiva. Os resultados do estudo ampliam a compreensão do papel do microcrédito no desenvolvimento local e na inclusão produtiva contribuindo para orientar a implementação de políticas públicas na região Nordeste.

Eldair Melo, “Impactos do Reajuste do ICMS sobre combustíveis em 2026: Cenários, Probabilidades e Crítica à Política Fiscal”, analisa os efeitos esperados do reajuste do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de janeiro de 2026. Utilizando técnicas de análise qualitativa e quantitativa o estudo constrói cenários e estratégias para famílias e empresas. Assim, a Análise de Probabilidade de Cenários (APC) é essencial para orientar a tomada de decisão frente a um contexto macroeconômico com elevada incerteza e volatilidade. O artigo salienta que o reajuste do ICMS, além dos efeitos distributivos regressivos, se apresenta como uma medida de fôlego curto para recomposição das receitas estaduais, mas com potenciais repercussões negativas de médio prazo sobre inflação, consumo e atividade econômica.

Pedro Rafael Lopes Fernandes, Anderson Bezerra, “Panorama Fiscal dos Municípios Cearenses”, assinala que o Painel de Dados Fiscais para o Estado do Ceará objetiva lançar luz sobre esta dimensão da economia de extrema importância que é a capacidade fiscal dos municípios e do Estado do Ceará. Um setor público com capacidade fiscal está habilitado a contribuir não somente com a redução das desigualdades e da pobreza, como também detém potência para promover o desenvolvimento econômico de forma sustentada. Estabelecer boa governança e planejamento econômico na gestão fiscal é garantir capacidade fiscal ao Estado e aos municípios no enfrentamento de crises, quer sejam de natureza econômica, climática ou de saúde.

Ricardo Eleutério Rocha, Conselheiro e Coordenador do Boletim do Economista

Desirée Custódio Mota, Conselheira e Presidente da Comissão de Educação do Corecon-Ce

José Wandemberg Rodrigues Almeida, Conselheiro e Presidente do Corecon-Ce

 

2025 – Perspectivas Econômicas: Reflexões e Análises Multidisciplinares

Thiago Holanda

Felipe Bezerra dos Santos

Francisco Rabelo

Samires Figueredo de Menezes, Francisco Roberto Dias de Freitas, Patrícia de Monte dos Santos Oliveira

Eldair Melo

Pedro Rafael Lopes Fernandes, Anderson Bezerra

Expediente – Vol. 4, No 3 (jul/set. 2025)

Comissão Editorial: Desirée Custódio Mota, José Wandemberg Rodrigues Almeida, Ricardo Eleutério Rocha, Eldair Melo Mesquita Filho, Thiago Costa Holanda, Ricardo Aquino Coimbra, Lauro Chaves Neto, Francisco Roberto Dias de Freitas.

Organizadores: Ricardo Eleutério Rocha (Coordenador), Desirée Custódio Mota.

Revisão e curadoria editorial: Heliana Querino

Desenvolvimento e manutenção (site) : Luana de Oliveira Pitombeira Lopes

Capa e diagramação: Francisco Carlos Henrique de Oliveira Leite