Esta edição integra o Boletim do Economista | ISSN 3085-9670 (online)
Nesta edição Vol. 5, No. 1 (jan/mar. 2026), os leitores encontrarão análises sobre desafios e oportunidades da cultura ESG no mundo das organizações, hidrogênio verde no Ceará e os impactos sobre a cadeia produtiva, o agrário na terra de Bárbara de Alencar e política monetária à luz da economia política nas economias emergentes.
– Desafios e Oportunidades da Cultura ESG – Lauro Chaves Neto
– Hidrogênio Verde no Ceará: Vetor de Neoindustrialização ou “Commodity 2.0”?” – Thiago Holanda
– O Agrário na “Terra de Bárbara de Alencar” – Francisco Roberto Dias de Freitas
– Economia Política e Política Monetária: das controvérsias Keynes–Hayek às regras, expectativas e instrumentos não convencionais – Eldair Melo
Eldair Melo, “Economia Política e Política Monetária: das controvérsias Keynes–Hayek às regras, expectativas e instrumentos não convencionais”, discute economia política com foco em política monetária, superando, segundo o autor, a visão restrita que a reduz ao manejo de instrumentos de curto prazo. Argumenta-se que a política monetária é um arranjo institucional e político de coordenação intertemporal, que envolve disputas sobre objetivos (inflação, emprego, crescimento), regime de credibilidade e distribuição de custos de ajuste. A partir do debate Keynes–Hayek, percorre-se a evolução para o monetarismo de Friedman, o arcabouço moderno de metas de inflação, a Regra de Taylor e a centralidade das expectativas. São analisados os instrumentos não convencionais (quantitative easing e qualitative easing), canais de transmissão e riscos de dominância fiscal e financeira. O texto inclui modelos e fórmulas essenciais (equação quantitativa, IS, Phillips, Fisher, Taylor e restrição orçamentária intertemporal do governo), com interpretação aplicada ao contexto de economias emergentes.
Francisco Roberto Dias de Freitas, “O Agrário na Terra de Bárbara de Alencar”, discute o universo em torno do agrário numa perspectiva histórica com foco no município do Crato no estado do Ceará e sua relevância na geração de renda e emprego para o polo urbano do Cariri composto pelas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, antigo Crajubar.
Thiago Holanda, “Hidrogênio Verde no Ceará: Vetor de Neoindustrialização ou “Commodity 2.0”?”, discute se a cadeia do hidrogênio verde no Ceará será capaz de induzir adensamento produtivo, diversificação industrial e aumento da complexidade econômica, ou se limitará à exportação de energia renovável convertida em amônia e hidrogênio líquido para consumo industrial em economias centrais. A análise exige que o debate seja inserido no marco teórico da transformação estrutural e da economia política do desenvolvimento regional. O autor investiga se o projeto de hidrogênio verde no Ceará possui os fundamentos econômicos e institucionais necessários para alterar a estrutura produtiva estadual ou se corre o risco de configurar-se como uma “Commodity 2.0”, ambientalmente sofisticada, porém estruturalmente semelhante aos ciclos exportadores tradicionais.
Lauro Chaves Neto, “Desafios e Oportunidades da Cultura ESG”, destaca que a partir cultura ESG – Environment, Social and Governance – o setor produtivo passa a ter protagonismo central na construção de uma sociedade melhor. A disseminação dessas práticas além de produzir um impacto positivo para a sociedade gera resultados financeiros para as empresas que a praticam. O texto analisa com detalhes cada um dos componentes da cultura ESG nas organizações: O E de Ambiental, o S de Social e o G de Governança. O autor destaca que o ESG deixou de ser uma agenda periférica e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das organizações, influenciando investimentos, políticas públicas, reputação corporativa e a própria percepção de valor no mercado. Adverte ainda sobre os efeitos maléficos do greenwashing e socialwashing e que vincular as questões ambientais, sociais e de governança à cadeia de valor das organizações é uma estratégia de negócios que contribuirá para a sustentabilidade das empresas.
Ricardo Eleutério Rocha, Conselheiro e Coordenador do Boletim do Economista
Desirée Custódio Mota, Conselheira e Presidente da Comissão de Educação do Corecon-Ce
José Wandemberg Rodrigues Almeida, Conselheiro e Presidente do Corecon-Ce
2026 – Perspectivas Econômicas: Reflexões e Análises Multidisciplinares
Francisco Robertos Dias de Freitas
Expediente – Vol. 5, No 1 (jan/mar. 2026)
Comissão Editorial: Desirée Custódio Mota, José Wandemberg Rodrigues Almeida, Ricardo Eleutério Rocha, Eldair Melo Mesquita Filho, Thiago Costa Holanda, Ricardo Aquino Coimbra, Lauro Chaves Neto, Francisco Roberto Dias de Freitas.
Organizadores: Ricardo Eleutério Rocha (Coordenador), Desirée Custódio Mota.
Revisão e curadoria editorial: Heliana Querino
Diagramação e suporte técnico: Luana Pitombeira
Capa e diagramação: Francisco Carlos Henrique de Oliveira Leite